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 Fim dos Tempos - The Happening
Me disseram que este filme, certamente, enterraria o cartaz de M. Night Shyamalan, junto aos estúdios de Hollywood. Se isso acontecer, acho uma pena. Considero Shyamalan um dos melhores direitores da atualidade (ele e Tim Burton ocupam, no momento, o topo da minha lista top da classe). Mas depois de assistir a Fim dos Tempos, meio que entendi o que a imprensa especilizada queria dizer. O filme é bom. Sim. Pelo menos na minha opinião. É um "Shaymalan" menor, mais ainda assim, um "Shaymalan". O estilo inconfundível do diretor/roteirista/produtor está lá. Mas dessa vez não há reviravolta mirabolante, como em "O Sexto Sentido", "Corpo Fechado" e "A Vila". Mas desta vez, o filme pode ser o que a gente acha que é. Se o moço usou gente morta para falar sobre amadurecimento, alienígenas para tratar de fé e monstros imaginários para discutir a violência urbana, agora, o foco parece realmente ser uma provável reação da natureza, em relação aos destratos ao meio ambiente, promovidos pela humanidade. Se a premissa é boa, e a condução da estória até bem interesante, o quesito "força interpretativa" deixou a desejar. Tive a impressão de que John Leguizanno e Mark Wahlberg estava pouco à vontade em seus papéis. E a mocinha, a novata Zooey Dechanell, fica entre o "cru" e o "insoso". Bem, para os verdadeiros fãs do Shaymalan, eu recomendo, até porque é um filme bacana. Mas acho que o moço pode encontrar dificuldades em receber carta branca para produzir/roteirizar/dirigir um próximo filme.
Fim dos Tempos - The Happening
Escrito por Drica às 18h11
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 O Incrível Hulk - The Incredible Hulk
Provavelmente sou uma das cinco pessoas, no mundo inteiro, que gostou de "Hulk", dirigido por Ang Lee (com Eric Bana e Jeniffer Connely). Tirnado o poodle radiotivo e todas a cenas com o Nick Nolte, considero o filme uma produção honesta. Mas entendo que Ang Lee não é necessariamente o sonho dourado dos fãs de quadrinhos para transpor uma estória das páginas dos quadrinhos para a película. Então, para os insatisfeitos com a versão zen budista/introspectiva do gigante verde, um alívio. A nova versão, dirigida pelo novato Louis Letterrier, é mais de acordo com o estilo dos quadrinhos. A narrativa recomeça de onde terminou no filme anterior, quando Bruce Banner foge e se esconde, afim de poupar o mundo do seu lado "mais estressado e radiotivo". A ação começa no Brasil, mais precisamente em uma favela, no Rio de Janeiro ( uma das raras vezes que os gringos não cometem erros gravíssimos de geografia e referências culturais em relação ao país. Os personagens brasileiros até falam português!). Nosso herói está foragido, sob disfarce, trabalhando em uma fábrica de refrigerantes e, paralelamente tendo aula de capoeira e controle da raiva, algo bastante útil para manter sua identidade secreta incógnita. Edward Norton está beeeem convincente na pele do atormentado Bruce Banner (o que não faz mais que obrigação, tomando como base o currículo do rapaz, né?). Liv Tayler, linda como sempre, se saiu bem como Betty Ross. William Hurt assume sua idade, no papel de General Ross (muito bem, diga-se de passagem) e Tim Roth dá showzinho como o soldado experiente, que topa qualquer negócio, para não ficar obsoleto. Excelentes, as aparições relâmpagos de Stan Lee ( "pai" do Hulk)e Lou Ferrino (o intérprete da versão verde do personagem, na clássica série de TV). O filme é coeso, com bom ritmo, boa química entre os atores e roteiro honesto. Ainda não é o melhor da temporada (até porque desbancar o TODO PODEROSO "Homem de Ferro" é batalha para Titã), mas ainda assim, uma boa pedida. Eu recomendo.
Escrito por Drica às 18h02
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