Há dias sonho que estou às vesperas de entrar em um batalha (já foi caça a vampiros, perseguição a psicopata, guerra civil africana, confronto galáctico...). Acho que até Freud teria dificuldades em postular algo.
A Rede Gl*bo vai reprisar a novela "Cabocla" no "V*le a P*na V*r de N*vo". Assim não tem trabalho vespertino que renda... Como é que dá pra resistir à Daniel de Oliveira fazendo cara de "me ame, por favor" e Malvino Salvador com jeito de "eu sou tosco, mas sou charmoso". Fora as musiquinhas foooooooooofas da trilha sonora. Ai, ai...
Finalmente chegou ao circuito brasiliense de cinema o filme "Across the Universe". Não, não... as quatro vezes que eu já assisti em casa não vão me impedir de ir ao cinema no final de semana para conferir na tela grande. Ah, a trilha sonora não sai do media player...
Eu e as amigas odaliscas faremos uma aula teste de dança. Todo mundo quer voltar a sacolejar, mas a mestra deusa deixou as aulas este semestre. Vamos em busca de um harém provisório. Nos desejem sorte.
Um amiga quase me convenceu a entrar em um site de relacionamento (daqueles focados em arranjar namoro). Eu estava pensando: eu não gosto lá desses métodos, mas não custa tentar. Só que no preenchimento do perfil, pedem que você aponte idade/peso/altura/tipo físico/faixa salarial ideais para o seu provável correspondente. E nada de campo para seu "programa perfeito", gosto musical, signo... Não importa que o cara tenha 18 ou 50 anos, ou se pesa 60 ou 200 Kg, desde que ele tenha assunto para conversar, certo? Vai que o sujeito gosta de axé music ou de funk!?!?!?! Vai que ele não goste de crianças!?!?! Vai que ele seja de aquário ou de libra!?!?!? Não? Será que eu estou ficando velha, chata e impossível? Bem, de qualquer forma, não terminei de preencher o perfil. E nem vou. No mesmo dia, o episódio de Women Muder's Club (série da Fox) era sobre a investigação do assassinato de uma moça que procurava à alma-gêmea usando uma rede como essa. Todos os suspeitos eram contatos do site. E se eu disser que o menos freak era o assassino... Tá difícil, viu!
Alessandra é a terceira da escadinha da Irmãs Mendes. Mas ela acumula as características todas, que poderiam jurar que ela é a caçula, porque, por vezes, parece uma menina, com um sorrisão largo e olhinhos brilhantes. Ou poderiam pensar que ela é a primogênita, por conta do seu senso de responsabilidade e sua "mania" de coordenar as coisas (vamos evitar o termo comandar aqui, ok?). Alê leva qualquer criatura do riso solto às lágrimas, já que ela joga toda a emoção em tudo o que faz. Não dá pra ignorar a energiar dessa ariana poderosa e dócil, decidida e sensível. Alê é o ombro amigo, é a guarda-costas, é a mestre de cerimônias, é a princesa Fiona e a Elle Woods (Legalmente Loira), tudo ao mesmo tempo, agora. E ela é a minha irmãzinha amada que faz aniversário hoje. Toda a felicidade do mundo para Alê, que ela merece muito.
A sensação de dejá vu é inevitável. O filme começa com um viagem de trem pela Europa, feita por um casal, ela francesa, ele americano. E a moça é a Julie Delpy. Mas não, não é "Antes do Amanhecer", o super-hiper-mega-ultra-salve-salve-tudo-de-bom romance (um dos meus filmes de cabeceira) dirigido e roteirizado por Richard Linklater, em 1995. "Dois Dias em Paris" é o primeiro longa metragem dirigido pela francesa Julie Delpy, que também escreveu o roteiro, compôs a trilha sonora, além de protagonizar o filme... ufa! Mas nesta obra, a aura do mágica do romance intercultural, perde espaço para as diferenças e os atropelos de um relacionamento moderno. Marion (Julie Delpy) e Jack (Adam Goldberg) decidem fazer uma viagem romântica pela Itália, e na volta passam em Paris, para buscar o gato de estimação, que deixaram na casa dos pais dela, e por lá ficam por dois dias. A idéia, eu acredito, é que a história fosse uma comédia de comportamento, tendo como foco o relacionamento neurótico de um jovem casal, às voltas com diferenças culturais. Ok, existem algumas situações bem engraçadas, os atores são bons, mas a opção por se prender a esteriótipos interfere um bocadinho no resultado. Todos os franceses são descolados, cultos, galanteadores, excêntricos, pouco amistosos... E o americano é neurôtico, teimoso, inculto (não que as estatísticas não confirmem isso tudo, mas é sempre um refresco, quando algo novo nos é apresentado, certo?). O filme é bacana, sim, mas falta um tempero. Me parece que ao decidir fazer TUDO no filme, Julie se atrapalhou em uma coisa ou outra. Ainda assim, vale uma conferida.
Eu sou APAIXONADA por teatro! Muito. A minha relação com o cinema, por exemplo, é aquela coisa de "amor da vida". Eu conheço, vivo e convivo, pesquiso, integro ao meu cotidiano, relevo os tropeços e meio que já sei, quase sempre, o que esperar, o que acontece na cena seguinte, como as coisas terminam. Já com o teatro, acontece a coisa do encantamento. Como se apaixonar. Toda peça é uma nova experiência, um momento único, a possibilidade de surpresa, do inesperado. A energia intercambiada entre público e elenco. E é sempre nesse espírito que vou assistir a um espetáculo teatral. E a mais recente experiência foi daquelas paixões avassaladoras. A atriz/poetisa/cantora/performer Elisa Lucinda já me foi mais que recomendada, primeiro pela amiga/afilhada D. Lobo, que é fã da moça de longa data, e depois pelo que eu já conhecia de texto e interpretação da artista, de seus trabalhos na TV e em CDs, aos quais eu tive acesso. Combinei com D. Alexia e fomos lá ver a pessoa no palco. O espetáculo "Parem de falar mal da rotina" é um monólogo de cerca de um hora e meia de duração, que acontece e você nem sente o tempo passar. Elisa é deusa de energia, sensualidade, simpatia, que em sua simplicidade, consegue encatar a todos, inclusive a mais sisuda das criaturas, não duvidem. Ninguém se atreve piscar, para não perder um segundo sequer da performance grandiosa. E que Elisa é uma boa atriz não há dúvida, mas o que de melhor há na peça é que, durante a apresentação, ela é ela mesma, em um bate-papo com a platéia, que vai da gargalhada às lágrimas em segundos. Sim, porque ela fala de coisas simples, comuns a todos nós. De rotina, como entrega o título do espetáculo. Aí, pronto! Todos fisgados, identificados com os episódios narrados por Elisa, daquele jeito dela, todo doce, mas enérgico. Com aquela sensualidade natural, explícita em seus lindos olhos verdes, e nas curvas generosas, assim como em suas palavras fortes e seus versos livres, que variam de um vulcão de ira à placidez de águas de um lago, observados ao crepúsculo. Ela, como poucos, fala da paixão pela poesia, um vício e parte de sua rotina. E fala de preconceito, de dor, de medo, de tédio, de amor, de paixão, de descobertas, reencontros... de tudo e de nada. Daquele jeitinho, só dela. Que nos faz acreditar que todos podemos fazer versos, e parecer tão vivos, tão cheios de energia, assim como ela. A gente sai do teatro em estado de graça, achando que as coisas são mais reais, que a rotina é uma dádiva e que a vida é um acontecimento, em cada minúsculo detalhe. E "só" por isso, Elisa merece meu respeito, minha admiração e meu agradecimento. Sempre! E Viva Elisa!
Voltei! Eu sei, eu sei... ando sumida. As coisas andam super atarefadas no escritório e ainda estou às voltas com cursinho pré-concurso, aulas de francês, crises profissionais, estresse urbano, et cetera. Como diria um personagem de um dos meu seriados prediletos: "Isso aqui é um vórtice espiral de entropia". Mas, voilá, estou de volta. Perdoem-me. Farei o possível para que isso não se repita (até porque... já matei homens por menos que isso...)