Vou dizer que, para quem saiu de Bsb debaixo de chuva, com vento, ter sido recebida em POA com céu de brigadeiro, solzinho e sorriso de guria/anfitriã, foi TUDODEBOM!!!! Assim que eu voltar eu vou (tentar) explicar o que é esta delícia. Por enquanto, me deixem voltar ao roteiro de férias, que ainda tem muito livro para namorar, muito café charmoso para visitar, muita lojinha de bugingangas indianas/árabes/tailandesas para se deleitar, ah, e churrasco (Tri-ótimo), e serras a conhecer, e gente gentil querendo ajudar, colaborar, se aprochegar...
Só deixando BEM claro: * Vinho é Bom e Barato! * Temperatura e clima são civilizados para loooooooooongas caminhadas em ruas charmosíssimas * Doces são perfeitos * Moços são sorridentes e atenciosos * Pôr-do-Sol no Guaíba é o que há!
Acabei de ler (ou deveria dizer “ser arrebatada”?) pelo meu “2º Saramago”. Depois que li Ensaio Sobre a Cegueira, me convenci que o senhorzinho português é domador da língua portuguesa. Ele a consegue usar, a seu bel prazer, fazendo dela gato sapato, e de forma magnífica. E eu pensava que não dava para melhorar. Ele conseguiu. Intermitências da Morte é um deleite da primeira à última página. Começa pelo fato de serem dois livros em um. A primeira parte da obra conta a hecatombe que atinge um país fictício, que se vê diante de um situação inimaginável. A suspensão de atividades da morte, e todas suas conseqüências práticas, filosóficas e morais. A análise gramatical de uma carta, escrita pela morte (assim mesmo, com letra minúscula) de próprio punho, publicada em um jornal, é uma bem humoradíssima auto-crítica ao texto de Saramago, constantemente não compreendido/apreciado por alguns críticos literários. A reação enfurecida da mesma, pedindo retratação é das coisas mais deliciosas de ler. A segunda metade trata do novo posicionamento da morte em relação ao povo daquele país, e de um trabalho que se torna sua obsessão, frente a impossibilidade aparente de levá-lo a cabo, sem motivo evidente. Genialidade do início ao fim. Definitivamente eu quero ler TODOS os Saramagos que eu puder.
Ah, já comecei a ler A História Sem Fim. Ele é, definitivamente, necessário. Pelo menos pra mim. E sabem aquela coisa do livro escolher a gente? O segundo parágrafo do livro começa assim: “Lá fora, era uma manhã cinzenta e fria de novembro, chovia a cântaros...” Então ..., hoje de manhã, quando comecei a leitura, chovia um bocado...
A personagem de Bastian, que sente tristeza toda vez que um bom livro está no final, e ele vai sentir falta das figuras... eu conheço alguém assim.
Mas aí tive que interromper, justamente quando Bastian ouvia o sino da escola avisar que eram as 10hs da manhã. A manicure batia à porta, no horário que eu tinha combinado com ela... às 10h...
Já devorei 70 páginas, em duas horas e meia de leitura... Agradecimentos eternos à D. Fullen!