TRANFORMA

"Cada uno da lo que recibe Y luego recibe lo que da, Nada es más simple, No hay otra norma: Nada se pierde, Todo se transforma"
(Jorge Drexler)
Categoria: Citando os mestres
Escrito por Drica às 15h10
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A MOÇA QUE ATRAIA LIVROS
Ela tem trabalhado em recuperar algumas coisas antigas. Contatos, valores, sentimentos, manias, hábitos, pequenices que achou que não combinavam ou não cabiam mais. Acreditou que crescer e amadurecer era abrir mão de todas as coisas que a ligassem à pessoa que fora outrora. Mas depois do retorno de Saturno, do retorno dos hits musicais dos anos 70, 80 e 90, da volta da calça boca de sino, do vestido trapézio e da vontade de ser feliz de novo, ela resolveu não deixar pra lá tudo o que fez dela, o que ela é. Reassumiu sua veia de Früllein Maria e voltou a cantar enquanto dirige, voltou a dançar (agora aos olhos do mundo e não mais escondida), voltou a comer chocolate, voltou a esperar mensagens com frases de efeitos, que chegam agora não só por telefone como antes, mas por e-mail, msn, carta, sms... voltou a garimpar músicas novas e andou incrementando sua coleção de CDs, voltou a ler tudo o que cai na sua mão, e que tenha letras. E o que ela acha mais curioso é que nesse último quesito não tem procurado os livros, mas tem sido procurada por eles. De uma forma ou de outra, eles acabam "caindo" em suas mãos, todos com um "quê" de sina, de destino, de predestinação... Dia desses, numa ida não programada ao cinema, ouviu seu subconsciente lhe soprar: "Sonetos... é hora". Menos de 10 minutos para o início da sessão não a imprediram de correr na livraria e perguntar "por desencargo de consciência" se tinha. Tinha. E mais. Não só o texto, tal e qual foi escrito, em inglês arcaico, mas uma linda edição portuguesa, com um belíssimo prefácio com sotaque lusitano. Bilingüe. Perfeito. Agora dela. É hora.

Escrito por Drica às 16h53
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SHANÁ TOVÁ U-METUKÁ

Hoje comemora-se o ano novo judaico. Rosh Hashaná ( em hebraico, literalmente "cabeça do ano") é o nome dado ao ano novo judaico. Na atualidade, o Rosh Hashaná é o primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro ano do calendário judaico e sétimo mês do calendário bíblico.
A tradição judaica diz que foi neste dia que Adão e Eva foram criados e neste mesmo dia incorreram em erro ao tomar da árvore da ciência do bem e do mal. Por isto Rosh Hashaná é marcado como "o príncipio dos dez dias de penitência", onde crê-se que D'us julga os homens, e onde se crê que estes devem se arrepender de seus erros e perdoar uns aos outros.
O ano novo judaico celebra o aniversário da criação do mundo. A essência do ano novo judaico não é uma ocasião para o excesso e o júbilo incontrolado. Entra-se num período de reflexão, de auto-exame e também de recordação. O símbolo principal deste evento é o toque do shofar durante o mussaf. O shofar é como um alarme, que chama à reflexão o piedoso e, à consciência adormecida, o homem desinteressado.
Alguns dos costumes do Rosh Hashané são: formular votos de um feliz ano novo aos próximos. Como o meu aos leitores no título do texto: Shaná Tová U-metuká (um ano bom e doce); Enfeitar a casa com flores; Na véspera de Rosh Hashaná as mulheres acendem velas e pedem bênçãos; Vestir-se com roupas brancas, representando a pureza da alma (coincidência ou não, hoje de manhã, antes de me atentar à data, escolhi figurino branco para o dia); Come-se comidas que representem o bem, a plenitude e a feliz renovação do ano: pão trançado, frutas, peixes, cordeiro ou cabrito (a cabeça dos bichinhos, nestes casos) e maçã no mel (tapuach bedvash) - para um ano bom e doce; Depois do serviço da tarde do 1º dia de Rosh Hashaná, aproxima-se de um rio ou do mar e pronuncia-se: Mi El Camochá? (Quem é Deus como tu?) e se sacodem as roupas, para simbolizar o desprendimento dos pecados.
Escrito por Drica às 09h46
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O SÁBIO EÇA
" Para ensinar, há uma formalidadezinha a cumprir: saber"
Eça de Queiroz
Categoria: Citando os mestres
Escrito por Drica às 09h19
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AL OTRO LADO DEL RIO
 O fabuloso Jorge Drexler!
Assim que soube que o uruguaio Jorge Drexler se apresentaria aqui em Brasília, em curtíssima temporada (4 shows no CCBB), arquitetei operação de guerra para garantir ingressos (ao custo de inimagináveis R$ 7,50). E assim foi, com fila quilomêtrica, que começou a ser formar às 7:00h da matina, na bilheteria do teatro. Chegar cedo e contar com o eficiente afilhado Rica, que chegou ainda antes, me proporcionou a senha nº 002. Perfeito: ingressos para o casal Lobo, para os Lindinhos, D. Pólis e eu. A primeira vez que vi Jorge foi em uma das últimas edições da festa do Oscar. O moço foi "barrado" de interpretar "Al otro lado del rio", que concorria a estatueta de melhor canção, pelo filme "Diários de Motocicleta", do brasileiro Walter Salles, que conta as aventuras do jovem Che Guevera ao atravessar as Américas de moto. A produção do espetáculo colocou Antonio Banderas para cantar na cerimônia. O mocinho uruguaio acabou desbancando os donos da casa e ganhou o prêmio. Ao subir ao palco para receber a estatueta, seu discurso foi cantarolar a música vencedora. Ele ganhou o público e a mim, que do outro lado da telinha suspirei pela criatura. Sábado, na terceira fila, no centro, de frente para o cantor, estava eu lá, absolutamente encantanda pelo moço, que num português fluente interagia com o público, inclusive durante as canções. Suas músicas são criativas, cheias de ritmo e latinidade, mas ao mesmo tempo, com uma personalidade universal. Impossível ficar inerte às letras de protesto ou às odes ao bem viver. O músico se desdobra e toca instrumentos diversos, fabricando sons inusitados e encantadores. E eu ali, a 20 metros de um ganhador do Oscar, que no meio da apresentação, pausa para dizer "Saúde" a um espectador resfriado, que espirrou : " _ Eu estudei medicina. Nunca perdi o hábito de me preocupara com a saúde dos outros..." Ele não se irritou com um pessoa que deixou o celular ligado (!?!?!?!), que tocou durante uma canção. Ao final, apenas comentou simpaticamente: "Os telefones podem ficar ligados, não me importo. Só peço que deixem o toque no tom da música, para não atrapalhar na minha concentração. Assim eu saio do tom... A próxima música por exemplo, será em dó maior. Por favor, coloquem os celulares com toques em dó maior, ok?" Quanto vale???? Então ele resolve justificar porque não vai usar o violão ou qualquer outro instrumento na próxima música. "Eu costumava tocar para acompanhar essa, mas desde que eu a cantei assim em uma certa premiação que eu fui, só faço à capela. Ficou melhor assim" ... e lá foi o homem cantar lindamente "Al outro lado del rio"... ai, ai... Sim, os CDs todos da criatura já estão na minha wish list. Sim, eu não perco este homem de vista nunca mais. E sim, eu casaria com ele, se a pessoa fizesse a proposta.
Categoria: Avant premiére
Escrito por Drica às 08h46
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