CURTAS DE SEXTA-FEIRA
Dois "novos livros antigos" na prateleira
Início de leitura do meu primeiro "Wirginia Woolf"
À espera pra ver minha primeira cafeteira, presente de Mrs. Lobo
É crime manter um restaurante, que oferece uma Ótima feijoada TODA SEXTA-FEIRA, à distância de um lance de escadas de uma gulosa incorrigível? (Não é fácil trabalhar numa vizinhança dessas... tsc, tsc...)
Dois ótimos vinhos (um merlot italiano e um português da Casa José Maria da Fonseca) por preços honestos, encontrados em uma ida acidental ao mercado. Já na "adega" lá de casa.
Agências de Correios sempre me surpreendem. Sempre!
Sabem aqueles desenhos preferidos do Pequeno Super Sobrinho, que ele via três vezes por dia? Então, ele trocou por desenhos inéditos dos canais infantis da TV à cabo. A questão é que a criatura faz questão da presença da Super Tia, ali ao lado, para responder todos os: "Quem é esse/essa?", "O que ele vai fazer?", "E agora, Tia?", "Tia, por que o canguru é rosa?", "Tia, por que o bicho preguiça canta?"...
Depois de um semana de silêncio sepulcral no meu veículo, fones de ouvido devidamente comprados e testados. Com trilha sonora, fica mais divertido falar sozinha no carro!
Contagem regressiva para o reinício das aulas de dança (meus cromossomos odalísticos estão todos em polvorosa!)
Hoje é Sexta-feira! Thanks God!
Escrito por Drica às 13h35
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O PECADO MORA AO LADO
Nunca fui de caminhar por entre os prédios comerciais da quadra onde trabalho. Primeiro, para não encontrar nada de interessante e, aí voltar aos meus dias de consumidora compulsiva. Segundo, que no horário vago, das 12h às 14h, o sol não é dos melhores amigos da pele. Mas é inverno e os dias não estão escaldantemente quentes, e me coloquei a descobrir o que o boulevards ofereciam. Aí me toquei que no subsolo de um dos prédio tem um sebo, que já visitei umas duas vezes, e até encontrei dois livros bacanas (nada de espetacular, mas boa literatura com preço honesto). Me lembrei que o lugar era meio desorganizado, sem padrão na disposição dos volumes. O cliente contava única e exclusivamente com a boa memória do proprietário, para encontrar alguma obra. O caso é que a lojinha estava fechada (possivelmente por conta do horário de almoço). Mas a minha frustração não durou mais de três segundos, quando percebi de duas portas ao lado, um senhor estava a organizar prateleiras com livros, CDs e DVDs... usados. Entrei e pergutei: "Não é mesmo sebo dali, é?" - "Não, é outro! Estou ajeitando as coisas para abrir a loja. Ainda não abrimos oficialmente..." - Puxa... tudo tão organizadinho (deu para perceber isso em 20 segundos olhando para as prateleiras, com volumes disposto em ordem alfabética pelo sobrenome do autor, e por gênero... e eu ia ter que esperar? "Mas se você quiser dar uma olhada, fique à vontade", disse, cheio de gentileza o tiozinho, equanto empilhava pequenos embrulhos de papel pardo sobre a mesa (Algo me dizia que um local onde se embrulha livros com papel pardo, é um lugar onde se respeita livros! Coisa mais fofa!). Na prateleira de DVDs coisas raras, que iam de Chaplin a Fellini, além de shows muito bacanas. "Ótimo", pensei, opções às grandes lojas, únicos lugares com coisa do gênero, a preço acessível. Mas eu queria mesmo era testar as possibilidades literárias do lugar e resolvi testar o acervo: "Então, tem um livro que quero ler há muito, mas a única edição no mercado é uma comemorativa com preço proibitivo..."Lavoura Arcaica"? "Ah, sim aquela edição belíssima de capa dura, vermelha, com o título numa plaquinha e marcador em fita de cetim, não é?" Isso dito com olhos brilhando..."Essa é difícil encontrar em sebo. Quem teria coragem de se desfazer de algo assim? Mas tenho uma edição mais humilde, mas excelente para uma primeira leitura." "TEM?"  "Sim, mas na caixa ainda, em casa, porque não tive tempo de trazer tudo para cá. Mas posso trazer pra você. R$ 12" "Quando mesmo que você pode trazer o MEU livro? " Resolvi fazer teste mais difícil: dois livros fora de catálogo "E o senhor tem "O Pêndulo de Focault" do Eco?" - Antes de eu terminar o "Eco..." "Esse volume aqui é muito bom. Veja só. Está novinho"  "Sim, sim... ótimo. Mas tem outro que eu não encontro em lugar algum, não é editado no Brasil há anos. Wirginia Woolf. "Rumo ao Farol"... "Acho que você vai gostar desse aqui. Capa dura, sobre capa acetinada, papel branco... e me parece nunca ter sido lido. Não tem dobra de primeira página..." "Ok, o que senhor tem de Shakespeare?" "Toda aquela preteleira ali. Você prefere textos em português ou no inglês original?" Neste momento eu tentava, em vão, disfarçar a minha empolgação, mas vi que, ajoelhada na frente da tal prateleira com cara de besta, não conseguiria mesmo... "Tenho algo que estava esperando por você. Essa edição em inglês arcaico, editada por Oxford, toda sublinhada... década de 50, acho..." Pára TUDO! Pessoas, juro, que se esse tiozinho em questão não fosse um senhor casado, futuro pai de trigêmeos (sim, porque além de vender livro, ele sabe fazer muita criança!), eu me oferecia de esposa à criatura! Ah, a loja fica a dois minutos de caminhada do meu escritório (onde fico o dia todo, cinco dias por semana)! Sim, eu vou morar lá e sim, eu vou à falência. E tenho dito!
Categoria: Miudezas monumentais
Escrito por Drica às 14h34
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ASSISTI

A Vida Secreta das Palavras
Já começo dizendo que não sei se recomendo este filme. Não, não pensem que é um filme ruim. Não o é em absoluto. Digo, sem pestanejar, que é das melhores coisas que vi este ano. Mas não é filme que vá conquistar multidões. É um filme muuuuuuito lento, algo no estilo de "Minha Vida Sem Mim", estrelado pela mesma Sarah Polley. Mas é um ritmo que a história pede, assim com o primeiro. Adequado. Acumulando funções de diretora e roteirista, a espanhola Isabel Coixet conduz a filme com um delicadeza ímpar. Os cenários (fábrica, cidade pequena no litoral da Irlanda, uma plataforma de petróleo em alto mar) são cinzas, tudo muito sorumbático. Tudo para combinar com os personagens que são tristeza em estado bruto (mesmo para comparação, análise, ficou difícil encontrar outras criaturas com histórias tão sofridas quando as dessas pessoas...). A trilha sonora é divina (e para quem é do clube "Músicas tristes me deixam feliz", um achado!), com destaque para "Hope there's someone", do esquisitinho Antony and the Johnsons, que é uma canção de cortar do coração de qualquer cidadão que tenha sangue correndo nas veias. O mais impressionante de tudo, é que em meio a toda essa tristeza, o filme flui. Sarah Polley confirma seu talento e sua figura de musa do cinema independente. Tim Robbins, mais uma vez, nos brinda com sua interpretação na medida certa. Nem mais, nem menos. Apenas o ideal. E o filme não é daquelas produções que lhe rouba energias. E por fim, consegue ser otimista, positivo.  Para poucos isso de levar um vale de lágrimas, com o espírito de que as coisas podem dar certo. Ah, e sem cair, em momento algum em pieguices. O nome da moça diretora/roteirista está anotado no caderninho de cinéfila, com estrelinhas e asteriscos.
Escrito por Drica às 13h29
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ASSISTI

Gerogia's rules
O filme ganhou um título horroroso aqui no Brasil (Ela é a Poderosa), mas isso não é surpresa nenhuma. Novidade mesmo é Lindsay Lohan fugir de suas mocinha espertas e carismáticas para encarar uma garota problemática, mal educada, irônica e intratável. O mais estranho é que eu tive a impressão que a atriz, na vida real, está mais próxima desse estilo, do que o seu tradicional rol de personagens. A trama gira em torno de um reencontro forçado de três gerações de uma família desconexa e sem muita coisa em comum, pelo menos é o que todo mundo acha até o tal encontro. Rachel (Lindsay Lohan) é forçada a passar dias na casa da avó Georgia (Jane Fonda), em uma cidade interiorana, já que sua mãe (Felicity Huffman) está a perder de vez às redeas sobre a filha rebelde. A estória tem suas reviravoltas (talvez em demasia, às vezes, podendo irritar o expectador, que fica sem saber se leva o filme a serio, ou não) e leva pelo tortuoso caminho das revelações sobre família, que estão escondidas nas "gavetas" há anos e que nunca foram discutidas. Mesmo parecendo um pouco óbvio vez ou outra, o excelente trabalho do trio de atrizes sustenta a estória. Sim, tive vontade de pancar a neta algumas dezenas de vezes, mas sua personalidade "cativante" serve à trama. E parece que Jane Fonda finalmente admitiu envelhecer, e o está fazendo muito bem. Felicity Huffman, mais uma vez prova que atriz com A maísculo, dando o tom exato para uma personagem que alterna momentos de doçura com ataques de ira descontrolada. O filme provalmente não vai ser a sensação da temporada, nem abocanhar os prêmio do cinema, mas é um bom programa. Ah, lembrando que é um filme 100% "Mulherzinha". Duvido que os rapazes encontrem algo interessante na fita. Mesmo.
Escrito por Drica às 13h27
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