GOODBYE HARRY...

Confesso: protelei escrever sobre a leitura do último livro da série Harry Potter. Era como uma teimosia infantil, como se o fato de não falar/escrever sobre isso, faria com que não tivesse acabado. Mas faz parte do processo terminar oficialmente a história e deixá-la, agora como memória e, sempre, como opção de re-leitura. O livro já nasceu com aura de "acontecimento". Das notícias e hoax de internet, até o disputado e divertido lançamento em algumas livrarias, que prepararam programação especial para a ocasião, tudo tinha um mood diferente... a expectativa dividida com os amigos viciados (com direito a confabulações via interurbando, que davam conta dos eventos em Sampa e Brasília, não é D. Carol?!? ). Bem, depois de fila gigante e mar de adolescentes competindo pelo livro (eu estava lá com alguns confreiros aumentando a média de idade dos fãs), era hora de descobrir o que finalmente aconteceria com toda aquela comunidade bruxa. É fato, ADOREI o livro. Mesmo que eu tenha sofrido horrores por quase todas as 759 páginas da obra. A boa notícia foi que a autora, J. K. Rowling, não teve preguiça de escrever este volume, que encerra as aventuras de Harry em sua complicada empreitada contra Voldemort, o bruxo super-hiper-mega-ultra-blaster malvado, que assombra o mundo da magia. O maior medo era de que a escritora optasse por solucionar as centenas de questões levantadas ao longo da série, com saídas simplistas, óbvias, fáceis. Não aconteu. Ela teve o cuidado de amarrar toda a história, costurando com maestria todas as pontas soltas. Sim, ela deu uma carregada nas cores, e usou e abusou de violência e crueldade com os personagens. Mas oras, era uma guerra, certo? Tudo, absolutamente justificável. Obviamente Hermione mostra a que veio e prova que sem ela o menino Harry não teria durado nem um livro todo. A jovem bruxa nerd comanda!!!!! A exceção do epílogo, todos os outros capítulos foram devorados com ansiedade e tensão. A leitura pediu um bom preparo (ótima idéia ter tirado dias de folga do trabalho para me dedicar com calma ao livro ). E, embora tenha ficado absolutamente arrasada com a perda de personagens muito queridos, fiquei contente com o resultado. O duro agora é aquele sentimento de que... Acabou. Não vai ter mais história, aventura, espera na fila para comprar livro novo sobre Harry, amigos, inimigos...  Se bem que ainda temos dois filmes em produção... well, ainda serão dois anos de filas, ansiedade e bruxaria... agora nos cinemas. Com a segurança de saber o que vai acontecer no final... ou quase. E ai da indústria literária que não descubra algo realmente divertido para que eu me vicie nos próximos anos... Ai, ai, ai...
Escrito por Drica às 13h49
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PRESSÁGIO????

Há duas noites, sonhei que estava na sala de embarque do aeroporto, à espera do vôo para a Espanha (!!!!), Lá pelas tantas encontrava minha professora de dança do ventre que, coincidentemente, estava indo para o mesmo destino. Eu, já empolgadíssima, arquitetando passeios culturais e farristas com a moça Nara, quando me dei conta de que tinha esquecido algo em casa: O passaporte!!!! Aí saio correndo desesperada, rezando para dar tempo de voltar em casa, achar o bendito e chegar a tempo de embarcar... acordei esbaforida, em meio ao trajeto de volta... Aí que fiquei imaginando se eu teria conseguido voltar e pego o vôo. Eis que a Amiga Pólis, em bate-papo, hoje mais cedo, me diz: "Sonhei com você! Estávamos viajando juntas,de férias. Na Espanha " ! " Você está brincando?" - "Não, sério! Espanha. Você encontrava amigas suas lá, e tentava convencê-las de recebâ-la na casa delas" Ok, então quer dizer que eu consegui embarcar, certo? A pergunta agora é: Será que o destino me reserva uma visita para a terra de Cervantes por agora????
Escrito por Drica às 15h25
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ADMIRÁVEL SR. MELLO

Fã, acho que sou desde a primeira vez que o vi, em "Sinhá Moça", lá na década de 80. Eu, uma criança, pensei "eita, esse menino deve ter a minha idade, um pouco mais e ele é tão "ator"". O texto não parecia aquelas coisas decorebas, tão comuns em artistas-mirins da TV. Bem, fato é que Selton Mello cresceu, e confirmou seu talento. Eu que já tinha me encantado com interpretações de Chicó, em "O Auto da Compadecida", com o Leléu de "Lisbela e o Prisioneiro" e com o Lourenço de "O Cheiro do Ralo", estou a me refastelar com seu João da Ega, de "Os Maias". Há alguns dias estou revendo (em verdade vendo, como se fosse a primeira vez, pois já não lembrava de quase nada, dos pouco capítulos que acompanhei pela TV há seis anos) a série, agora podendo escolher o horário e tempo que me dedico a tal prazer. O texto do Sr. Eça de Queiroz é delicioso, e a adaptação, honesta. Cenários, fotografia, figurino, trilha sonoro, tudo de primeira. Mas o que há de mais interessante na obra televisiva é decididamente o trabalho de Selton Mello. O Anarquista-boêmio é de longe o personagem mais interessante da série. Não é possível prestar atenção a outrem enquanto ele está em cena, em meio a seus manifestos revolucionários, ou suas odes às mulheres. E olha que a pessoa, na maioria das cenas está frente a frente com um Fábio Assunção, no auge de sua loirice, interpretando um "herói" romântico, tristonho, adornado de casacas e cartolas... pário duro! É um "tudodebom" as cenas em que ele, em meio a sua revolta com a pasmaceira da alta-sociedade portuguesa do século XIX, brada seu refrão "É a choldra ignóbil!!!". Penso agora, com um pontinha de lamento, que já deveria tê-lo visto no palco (o quanto valeria toda aquela energia e talento ao vivo?). Mas aí me toco de que seria, talvez, embaraçosa a cena da loira sendo arrancada do palco, pendurada do pescoço do moço, pelos seguranças do teatro... Ai, ai...
Escrito por Drica às 09h40
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UMA PITADA DE BOM SENSO E HUMANIDADE
A não-violência é a mais alta qualidade de oração. A riqueza não pode consegui-la, a cólera foge dela, o orgulho devora-a, a gula e a luxúria ofuscam-na, a mentira a esvazia, toda a pressão não justificada a compromete.
(Gandhi)
Categoria: Citando os mestres
Escrito por Drica às 08h53
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EU TÔ VOLTANDO...
Pessoas,
não abandonei este sítio aqui não, viu? Só estou enrolada. Essa coisa de tirar folga do trabalho para resolver outras coisas, acaba te arranjando mais coisas para resolver do que o previsto...
Mas eu estou voltando... já, já...
beijocas mil
Escrito por Drica às 15h18
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