YOU'VE GOT MAIL

Sempre gostei de cartas. De escrever, revisar, postar, receber. Até a tal da espera da chegada da correspondência, me parece algo instigante. Nos últimos anos acabei por me render pelas facilidades tecnológicas e passei a usar e-mail, comunicador dos moços gordinhos, verde e azul, comunicador de voz da "molécula azul", sms celulares... Tudo mais rápido, prático, mas também "mecânico", às vezes, impessoal. E, não raramente, causadores de mal-entendidos. Daí que recentemente ando com vontade louca de correspondência, com tudo a que se tem direito: novidades, papel branco, confissões, letra cursiva, perguntas, pontos finais, segredos, dobras simétricas, beijos e lembranças. E não é que clamaram pela volta do hábito de escrever cartas (sentiram falta das minhas cartas, sim!).?!?
Os estoques de papéis, selos, envelopes, novidades e palavras já estão renovados e prontos para o resgate da antiga paixão.
O pobre carteiro não vai entender a ansiedade das pessoas, ao recebê-lo no portão...