TOCANDO EM FRENTE

Sempre gostei das canções feitas em parceria por Almir Sater e Renato Teixeira. Eles levam a sério essa coisa de compor com alma, e talento sobra aos dois. A minha preferida da dupla é "Tocando em Frente", que ganhou versão magestral de Maria Bethânia. Esses dias eu descobri que sempre gostei dela porque a canção é linda. Mas há pouco eu descobri que gosto dela também porque faz sentido, todo sentido.
Tocando em Frente
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei
*Conhecer as manhas e as manhãs, O sabor das massas e das maçãs, É preciso amor pra poder pulsar, É preciso paz pra poder sorrir, É preciso a chuva para florir Penso que cumprir a vida seja simplesmente Compreender a marcha e ir tocando em frente Como um velho boiadeiro levando a boiada Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou Estrada eu sou
* Todo mundo ama um dia todo mundo chora, Um dia a gente chega, no outro vai embora Cada um de nós compõe a sua história Cada ser em si carrega o dom de ser capaz E ser feliz
* Ando devagar porque já tive pressa E levo esse sorriso porque já chorei demais Cada um de nós compõe a sua história, Cada ser em si carrega o dom de ser capaz E ser feliz *
Categoria: Citando os mestres
Escrito por Drica às 14h02
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DE VOLTA À VIDA

Quem diria que uma ferramenta de comunicação, já há meses desacreditada e quase lançada ao limbo do esquecimento, poderia, de hora para outra, voltar a ser útil e mega agradável!?! Os meninos gordinhos em azul e verde andam piscando deliciosamente na tela do meu computador. Cheios de boas notícias, retornos bem vindos e energia positiva!
E pensar que eu quase desativei o serviço... tsc, tsc... Tolices de entre-safra
Categoria: Miudezas monumentais
Escrito por Drica às 11h15
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DAS COISAS QUE GOSTO
Existe sempre aquele período em que nós temos mania de definir o que não gostamos, o que nos irrita, o que nos aporrinha, o que nos entristece. E por vezes, as pessoas se habituam a estabelecer seus desamores e mal-quereres e esquecem de ver o que as fazem felizes. Decidi organizar o rol das minhas coisas prediletas, para lembrar dos meus pequenos prazeres e colocá-los em prática, sempre que necessários. Das coisas que mais gosto no mundo (não necessariamente nesta ordem):
Chocolate (ao leite, branco, meio-amargo, recheado, puro, quente, frio, sempre); Banho (de chuveiro, de banheira, quente, frio, assim que acordo, antes de dormir, no calor, no frio, com sabonetes de frutas, sabonetes líquidos esfoleantes, sozinha, acompanhada...); Sentir-me uma deusa assim que saio do salão de beleza com unhas feitas e cabelos brilhosos e sedosos; Montar quebra-cabeças; Fazer palavras-cruzadas, caça-palavras, jogar scrables ou qualquer coisa que exija meus conhecimentos lingüistas; Entender perfeitamente, nem que seja uma única frase, outro idioma. Um diálogo num filme, a capa de um livro, uma frase em um anúncio, uma estrofe de música; citar a minha mãe (que era uma mulher sábia, humilde e generosa, e sempre dizia coisas absolutamente preciosas para o bem viver);Ler, ouvir, assistir Shakespeare (desconheço alguém que tenha ou teve maestria do bardo para falar sobre qualquer assunto do qual ele tratou em suas obras); Adorar, admirar e colecionar, em igualdade de direitos, música barroca, música celta, fado, ópera, música árabe, música indiana, rock’n’roll clássico, grunge, música infantil brasileira das décadas de 70 e 80 e Chico Buarque; Ruídos noturnos das pessoas que eu amo (roncos, monólogos sonâmbulos, agitação, respiração complicada por conta de desvio de septo ou hipertrofia de adenóide são músicas para os meus ouvidos. Além de não me incomodarem, me lembram que estou dormindo ao lado de alguém importante pra mim); Ganhar livros interessantes de presente (é o maior elogio que alguém pode me fazer); Inesperados gestos de carinho das minhas pessoas preferidas (beijos surpresas, visitas surpresas, abraços apertados, arrumar cabelo caído no rosto, tirar cílio caído da bochecha, segurar minha mão); Futebol (vai saber porque, mas eu gosto. Mesmo!);Ouvir “eu lembrei de você”, quando alguém querido viu ou ouviu alguma das minhas manias; Gatos (de verdade, em desenhos, em músicas, em pelúcia, miando, dormindo, ronronando, branco, preto, caramelo, malhado, sempre); Ouvir meu sobrinho e meus afilhados dizerem “Eu te Amo” ou algo que o valha; Encontrar meus AMIGOS e ficar horas a falar sobre o TUDO e o NADA; Conversar com minha irmãs sobre AMENIDADES E “TRAGÉDIAS GREGAS”; Ouvir meu pai dizer “Minha Filha” (quando ele não me chama pelo nome, tudo está bem!); Descobrir que ainda tem MUITA coisa boa pra ler; Chorar na mesmíssima cena na 25ª vez que vejo um dos meus filmes prediletos (isso me faz ter certeza de que ainda não perdi a sensibilidade); Bons Filmes Bons, que me fazem sorrir, chorar, e sempre me lembram que as coisas sempre têm solução, mesmo que não sejam as nossas soluções.
Escrito por Drica às 11h17
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