DICA MUSICAL DA DRICA
Lá estava eu, em visita semanal a um dos meus refúgios, em busca de paz, deleite e novidades. Quem pensou em megastore de Som & Imagem, acertou na mosca! Nesta última garimpagem, encontrei algo realmente delicious. Um DVD, com o sugestivo nome de Lilith Fair, repleto de coisinhas bacanas. Segundo o texto de apresentação o show “entrou para história do rock n´ roll como o 1º concerto a reunir exclusivamente cantoras e compositoras... suavidade e talento da voz feminina são homenageados e vividos. Amor, esperança, mistério, amizade, natureza... Toda a magia do universo feminino está capturada em Lilith Fair: Uma Celebração à Sensibilidade Feminina.”

Ok, o projeto foi idealizado por Sarah MacLachlan, que chamou mocinhas bem legais, bem cantantes, bem tudo, e encheu o show de momentos geniais, suaves, fortes e encantadores. Além da Lady Maclachlan cantarolando minhas duas músicas prediletas de seu repertório (Angel e Ice Cream – D. Menina Ana Lobo AMA essa música!), Meredith Brooks vem toda “raivosa” com seus hinos de “mocinha independente” chamando os moços à vida e dizendo a que veio nas faixas “Bitch” e “I Need”. A banda Índigo Girls e a veterana Shawn Colvin trazem o fino da folk music americana com canções de protesto como “Shame on You”, “I Shall Believe” e Tried to be True”. A voz forte e afinada de Sheryl Crow é um dos pontos altos do concerto, como na interpretação de “Strong Enough”, em que ela pergunta no refrão “Are you strong enough to be my man” (Tuuuuuuuuuuuuudo!!!!!). Ah, e a minha querida, amada e adorada Jewel (aquela moça que canta que é uma beleza, e certamente é a mulher que mais sofre no planeta. Bem, pelo menos é o que suas canções e seu timbre de voz apontam...). Aqui ela comparece com a minha predileta do repertório “Near You Always” e “Morning Song” que é linda de viver. Ah, e eu comentei que elas tocam acordeon, flauta, gaita, rabeca, harpa, guitarra... ? E vão do folk ao rock’n’roll, com pitadas de música celta, coisinhas clássicas e mais uma pá de coisas adoráveis e deliciosas? Então! Eu recomendo!
Escrito por Drica às 15h18
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"POETAR" É PRECISO
Hoje é Dia Internacional da Poesia. E não me é permitido esquecer ou fingir que não é. Dessa coisa que de tanto me meter medo, tornou-se meu primeiro e eterno amor.
Aqui, uma das minhas preferidas, que, na minha concepção do que tem que ser, o é.
Palmas para Manuel Bandeira (e Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Carlos Drumond de Andrade, Luis De Camões, William Shakespeare, Clarice Lispetor, Pablo Neruda, Florbela Espanca e tantos outros que me fizeram companhia por noites a fio, me explicando o que eu estava sentindo ou me preparando para algo...)
Poética Manuel Bandeira
Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo. Abaixo os puristas Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis Estou farto do lirismo namorador Político Raquítico Sifilítico De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo De resto não é lirismo Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc Quero antes o lirismo dos loucos O lirismo dos bêbedos O lirismo difícil e pungente dos bêbedos O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Escrito por Drica às 14h29
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QUADRO DE AVISOS
Moços e Moças
desde esta semana a pessoa, que aqui vos escreve, comenta os coments (quando esses o pedem ou precisam). Teremos respostas ou comentários dos comentários, lá mesmo, onde os mesmos são feitos.
As coisas vão virar diálogos por aqui... hehehe. Antes tarde do que nunca, não é mesmo?
Ah, curtam o fiozinho de verão que ainda temos, pois hoje a noite ele, o Outono, está chegando.
Uma terça-feira espetacular para vocês!
Escrito por Drica às 09h02
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SATISFEITA
Sábado foi dia de programa de mulherzinha. Obrigatório sim (mesmo com o preço, digamos, proibitivo).
Show de Marisa Monte sempre esteve em planos de programas legais no passado. Mas sabem daquelas coisas que o destino teima em amarrar, e parecem que nunca vão acontecer? Era isso com a D. Marisa. Até ela resolver vir à Brasília no meu momento "ahá, boa oportunidade boa de ser feliz, não perco de jeito nenhum". Aí pronto. Sábado, lá estava eu e mais quatro Queridas, hora e meia no local do espetáculo, com as músicas (quase todas) memorizadas, agurdando a pessoa subir ao palco. E a criatura, de tão leve e suave parece que pousou no palco, isso sim. E bastou ela abrir a boca e deixar um sussurro sair, que o público se entregou, se rendeu aos encantos da voz da moça. Em menos de 10 segundo ela tinha total atenção e completa devoção da platéia. Cantou um bocado em uma generosa apresentação de mais de uma hora de duração. Depois de cantar as canções que dão título ao espetáculo, "Infinito Particular" e "Universo ao Meu Redor" (Universo+Particular), já na terceira música, tinha súditos, não mais público. A força das canções e da voz de Marisa deixam todos mais musicais. Desconheço um grupo mais afinado que a platéia de um show dela. Mesmo. E não bastasse o encanto da voz e das melodias, as letras nos dizem muito, provocando arrebates de esclarecimentos imediatos, diante das coisas "complicadas" da vida. Marisa Monte é assim, quase uma entidade mágica, mas com total e completo compromisso com as coisas reais do saber viver. Palmas pra ela!
E a canção "combinante" com a atual fase da criatura:
Marisa Monte - Satisfeito Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte |
Você me deixou satisfeito
Nunca vi deixar alguém assim
Você me livrou do preconceito de partir
Agora me sinto feliz aqui
Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho
Vivo tranquilo, a liberdade é quem me faz carinho
No meu caminho não tem pedras nem espinhos
Eu durmo sereno e acordo
Com o canto dos passarinhos
Eu durmo sereno e acordo
Com o canto dos passarinhos
Lá-laiá, laiá |
Escrito por Drica às 16h12
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