Tim Burton é o meu diretor de cinema predileto. E o destino tinha que providenciar os encontros dele com Helena Boham Carter e com Johnny Depp, e torná-los eternos parceiros. Ao trio cabe o papel de dar vida aos personagens mais freaks (e adoráveis) do canceoneiro popular. Se a receita já tinha funcionado em "A Fantástica Fábrica de Chocolate", "A Noiva Cadáver" e "Sweeney Todd", a missão agora é puxada. Mais cedo tropecei nas imagens do novo trabalho do diretor maluquete e de sua fiel trupe. A tarefa desta vez é retratar o psicodélico universo de "Alice no País das Maravilhas", criação do cultuado escritor Lewis Carrol. As imagens são estupendas. Na pele do Chapeleiro Maluco, Depp. Como a Rainha Branca a lindinha e talentosa Anne Hathway.
Johnny Depp e Anne Hathaway
A novata Mia Wasikowska assume o papel da protagonista, Alice. Já a musa e esposa de Burton, Helena Boham, dará vida à Rainha de Copas. A estreante e a Rainha de Copas (Muuuuuito medo dessa cabeça dela)
Ah, e ainda tem Stephen Fry e Michael Sheen. O longa tem lançamento previsto para o dia 5 de março de 2010. Contagem regressiva acionada. Aposto que não vamos precisar mandar cortarem-lhes a cabeça.
Em um 19 de junho, como hoje, nascia no Rio de Janeiro, um moço que viria a se tornar um inspirado letrista e um dos maiores poetas brasileiros. Franciso Buarque de Hollanda é aquilo tudo em argumentos, versos e trovas. E ainda tem os olhos azuis e a humildade charmosa daquela pessoa que arruma rima para escafandrista e para cabrocha. O moço que expõe a alma femina e o coração dos malandros e artistas. E que, mesmo sem querer, faz nossos dias mais encantadores, mais agradáveis... e nos deixa à flor da pele. Por isso a criatura merece todas as homenagens e todas as reverências. Porque ele é assim, um Chico Buarque de (em) pessoa. Parabéns ao bom e velho Chico.
Coincidência ou não, passei a noite sonhando como Chico. Ele estava perdido, perambulando pelas ruas de Brasília. Eu o reconhecia, parava e oferecia ajuda. Ele aceitava e passava o dia passeando comigo, curioso pela cidade, conhecendo os pontos turísticos e os meus pontos preferidos. Entre um destino e outro comentávamos processos criativos das minhas canções prediletas. Não é preciso dizer que eu acordei de muito bom humor. Abaixo minha música mais querida composta pelo Chico, com imagens de beijos cinematográficos... Enjoy!
O meu novo vício atende pelo nome de Gregory House. Demorou, mas eu finalmente me rendi ao charme mal humorado do médico infectologista que tudo sabe. Eu já ouvi uns 150 depoimentos apaixonados sobre a série (que vai ao ar pela canal Universal, na TV por assinatura e pela Record, na TV aberta), mas ainda assim não estava preparada para o lance de me encantar por outro gênio mal humorado e insensível. Mas estava escrito e eu não poderia ficar muito tempo longe do sarcasmo do personagem ganialmente interpretado pelo inglês Hugh Laurie. E olhando de fora você certamente não apostaria em um médico de meia idade, que usa bengala, não tem um segundo de humanidade, maltrata seus subordinados e seus chefes, e é viciado em analgésicos. Mas aí que Gregory é irritantemente brilhante. Eu peguei o primeiro episódio da primeira temporada só para ver do que se tratava. Parei de assistir oito episódios depois, já completamente entregue ao argumento e ao rabugento médico. O cara tem dificuldade extrema em interagir com seres humanos, e justifica sua fobia com o argumento de que é inútil falar com as pessoas, afinal "todo mundo mente". Sim, claro que ele tem lampejos de bondade (todos escondidos e imperceptíveis para os colegas de série). Mas um espectador atendo consegue captar aquela fração de segundo de humanidade nos olhos do moço. Ah, e ainda tem o fofo do Robert Sean Leonard (Sociedade dos Poetas Mortos) como o Dr. Wilson, um oncologista gente boa e único amigo do protagonista. Já comprei as duas primeiras temporadas em DVD. Estou só aguardando as outras já disponíveis para venda entrarem em promoção. E Ave, House! Equipe de plantão
Já comecei a ter chiliquinhos. As pessoas juntam Sherlock Holmes, que é de um tudo na vida da pessoa que ADORA romances policiais, com Guy Ritchie, que um diretor beeeeeeem legal. Ah, e de quebra tem o Super Mega Ultra Blaster Salve, Salve Robert Downey Jr. no papel principal. Pouco? Jude Law interpreta Dr. John Watson. Ai, ai, ai que 2010 está longe demais.
De volta à série com uma história de cilada. Sim, porque se você acha que os dirigentes do Império Galáctico de StarWars podem ser maquiavélicos, vocês não conhecem o Conselho de moradores do meu prédio. Há alguns dias surgiram avisos pregados nas portarias e no elevador, avisando que a reunião ordinária do condomínio aconteceria no dia 07/05, às 20h. É óbvio que eu sublimei a informação (reunião de condomínio não está na minha top five list de programas imperdíveis). Aí que nesta última quinta-feira chego ao meu prédio por volta das 20h20, completamente moída por conta de uma trabalho extra que eu topei e que envolvia intermináveis palestras sobre ferramentas de controle e inovações na área de gestão pública (vocês pularam de exitação por conta disso? Pois é, nem eu). Tudo o que eu queria na vida era chegar em casa, tomar banho morno, vestir o pijama, tomar chá e cair na minha cama macia e convidativa. Acontece que a tal da reunião de condomínio, que já tinha começado, acontecia ali, no hall de entrada do prédio. Bem no caminho entre a portaria e o elevador. As pessoas eram obrigadas a passar pelo grupo de moradores que debatiam questões sobre taxas ordinárias e fundo de reserva. E a mocinha, assistente do síndico(que é um menino, dito advogado, mas com cara de quem tem 17 anos), funcionária do condomínio tinha aquela cara de boazinha quando olhava para as pessoas com as palavras de abdução: "Boa noite! Vamos sentar e nos juntar ao grupo? Sua participação vai ser muito importate" Então, fiquei sem graça de dizer não e me perguntei mentalmente "Quanto isso pode levar? 30 minutos?" Uma hora depois, em meio a leitura das atas das três últimas reuniões, da discussão sobre o cachorro barulhento do 2° andar e o reajuste da taxa de condomínio, comecei a sentir pânico. Claro, afinal aqueles eram os itens 1, 2 e 3 de uma agenda que tinha 8 pontos. É mole? E eu, com fome, frio, sono e morrendo de tédio. Mas a decisão de me levantar e ir embora só veio depois que dois membros do conselho, um rapaz muuuuuuuito falante e uma senhorinha muito questionadora, estavam dando dicas de como agir contra a proprietária do cachorro problemático. Foi só aí que eu descobri: "Bem, nós moramos ali no outro prédio, mas fomos convidados para formar o conselho por falta de córum na última reunião, e achamos que depois de notificar, reinterar o aviso e multar a moradora..." Espera aí! Eles nem moram no prédio e querem despejar o cachorro do alheio?!?!? Eu, que nunca ouvi o latido do cãozinho (segundo a senhora que estava sentada ao meu lado, o tal do bicho mora em apartamento do corredor do lado oposto ao meu), pedi licença, me levantei e peguei o elevador rumo à paz e quietude do meu lar doce lar. Nota mental: quando sair o aviso da próxima reunião de condomínio, me programar para estar longe de Melrose's Place no horário marcado. Definitivamente.
Por falar em "O que vem por aí", o US Today publicou a primeira foto de Homem de Ferro 2. As filmagens começaram há três semanas nos EUA. A trama começa seis semanas depois de Tony Stark (Robert Downey Jr.) ter revelado ser o alterego do Homem de Ferro. No elenco da sequência: Mickey Rourke, Scarlett Johansson e Sam Rockwell. A estreia de Homem de Ferro 2 está prevista para 7 de maio de 2010. Vixe, que ainda falta muito... ai, ai, ai. Enquanto isso nos deliciemos com a figura de Mr. Stark, que é de tudo nessa vida!
Depois de um longo e tenebroso inverno... de volta às impressões sobre filmes!
Ele não está tão afim de você
Há alguns anos, em um período em que eu estava atravessando uma crise emocional muito séria, uma amiga me aconselhou a ler um livro de auto-ajuda. O fato, a princípio me ofendeu bastante. DETESTO esse tipo de leitura e naquela ocasião de desmazelo psicológico, não recebi muito bem ler uma publicação que trazia o duro título: "Ele simplesmente não está afim de você". A curiosidade foi maior que o orgulho ferido e eu li o tal livro. Em um fôlego só. Ele salvou a minha auto-estima e me ajudou a descobrir que há vida depois que descobrimos que quando uma figura não está afim de você, isso não significa o fim do mundo. O guia escrito pelos roteirista da afamada série Sex and the City, Greg Behrendt e Liz Tercillo, é guiada pelo bom humor e traz valiosos conselhos sobre relacionamentos. De forma leve e descontraída, o livro ajuda a ler as mensagens deixadas pelos homens, o que se torna muito últil no moderno mundo dos relacionamentos rápidos e descompromissados. Eu diria que é um guia prático de sobrevivência, principalmente para moças românticas e sonhadoras, mas que insistem em ser modernas e conquistar independência. Mas vamos ao filme, sim, porque resolveram fazer uma filme baseado no texto da milagrosa publicação. Pena que nem mesmo o elenco estelar garantiu uma obra tão interessante quanto sua versão impressa. Na falta de uma linha narrativa linear com personagens fixos, o guia de bons conselhos do livro tornou-se uma cadeia de personagens criados para exemplificar as situações que mostram encontros e desencontros entre homens e mulheres. Alguns personagens foram eleitos para personificar os detentores do conhecimento sobre paquera, relacionamentos e de como ler sinais. É o caso de Alex (Justin Long), um barman descolado que sabe absolutamente tudo sobre o comportamento de homens e mulheres na paquera (ou pelo menos acha que sabe). Outros personagens são as "cobais", que provam os erros e atropelos, na tentativa de encontrar o parceiro perfeito. Aqui entram a romântica e atrapalhada Gigi ( Ginnifer Goodwin), a moderna Anna (Scarlett Johansen), a insegura Mary (Drew Barrymore), além de outras que estão em relacionamentos que não respondem às suas expectativas, como a casadíssima Janine (Jennifer Connelly) e a eternamente enrolada Beth (Jennifer Aniston). Com alguns momentos divertidos e usando conselhos preciosos, o filme funciona com uma opção leve de entretenimento, nada muito além disso. Mesmo que o roteiro use a boa análise do comportamento humano, que existe no livro, tudo caminha para histórias óbvias, com soluções esteriotipadas. Ok, tem umas coisas fofas, mas ainda assim, rasas. No caso de precisar de um apoio moral e psicológico para essas questões eu sugiro a leitura do livro. Se o objetivo é rir despretensiosamente e suspirar de leve, pode valer uma conferida na fita.
No último sábado, 14/03, duas criaturas mega especiais para mim juntaram os nomes e a vidas. Atendendo a pedidos, segue abaixo o brinde que ofereci a Claudio e Mônica do dia do casório. E que eles sejam felizes sempre!
Na procura das palavras ideais para a ocasião, recorri a mais confiável das fontes para boas falas: o cinema. Logo percebi que não foi a melhor das ideias, já que em filmes, quando o cenário é uma festa de casamento, alguma criatura inconformada insiste em atrapalhar a cerimônia ou, não raramente, acontece de noiva ou noivo fugir. Situações que não caberiam no casamento de Claudio e Mônica. Os motivos que nos trazem aqui vão além do que podemos encontrar em roteiros mirabolantes com reviravoltas impensáveis. Eu falo de uma história com bom argumento, que funciona ao reunir esses dois. A primeira vez que os vi juntos, o casal estava passeando com o Toy. Faziam as duas coisas preferidas no mundo, para ambos: interagiam com cães e se encantavam um com o outro. Essa e outras inúmeras afinidades, além de algumas poucas divergências, é o que os diferencia dos típicos casais românticos do cinema. Porque Claudio e Mônica se empenham em fazer das pequenices do dia-a-dia coisas únicas. Eles escolheram fazer acontecer, ao invés de esperar o destino. A sintonia dos Lindinhos, o respeito mútuo, a óbvia alegria em crescerem juntos... isso tudo nos faz acreditar que, sim é possível, as coisas darem certo, mesmo depois que os créditos sobem. Eu prefiro pensar nos dois como os adorados protagonistas de uma muito bem sucedida série de TV. Daquelas cheias de humor, recheada de trocadilhos (ruins ou não), embalada por uma ótima trilha sonora, além de muitos, muitos momentos emotivos. Hoje é como se estivéssemos em um episódio de final de temporada. Justamente aquele que todo o público espera ver, quando finalmente o mocinho e a mocinha ficam juntos. Aquele espisódio em todos os coadjuvantes e espectadores ficam na torcida pelo final feliz. Só que, neste caso, nosso desejo é que a série deles tenha incontáveis temporadas para frente, cada vez melhores. Eu gostaria de propor um brinde às futuras temporadas da história de Claudio e Mônica. Felicidades!
Olha eu aqui, passando, bem en passant mesmo, porque a correria é muita e o acesso a internet, pouco. Estou com 15 resenhas de filmes vistos no cinema para publicar (darei um jeito nisso, prometo), sem falar nas impressões sobre a cerimônia de entrega do Oscar (que, diga-se de passagem, eu adorei, em novo formato. AVE Hugh Jackman que é TUDO DE BOM E MAIS UM POUCO). A pouquíssimos dias do casório do ano, estou às voltas que pequenos e grandes detalhes do evento. Sim, porque não basta ser dama de honra, tem que participar. Minha agenda de colaboração só não está tão corrida quanto a da noiva, Moniquinha, que ultimamente só vai pra casa dormir, e pouco. Mas falta pouquinho. E tudo está ficando tão lindo e especial, que tenho certeza, o evento entra pra história. Ah, nesse meio tempo de sumiço assumi algumas novas responsabilidades. Voltei a fazer atividades físicas (ainda em ensaios, mas já evoluindo), comecei uma dieta diferenciada (ainda timidamente), voltei às aulas de francês, voltei a ser ruiva (sim, porque a loirice não mais atendia as minhas necessidades existenciais), voltei à minha lista de literatura, quase paralisada desde o meio do ano passado. Ah, e novamente, estou na expectativa da vinda de um sobrinho (ou sobrinha). O Pequeno Super Sobrinho ganha companhia no cargo de filho de D. Mãe. Todos mega felizes e ansiosos com os planos para receber uma nova criança no pedaço. Segundo o irmão mais velho do bebê, dever vir uma menina, afinal "O que a mãe ia querer com OUTRO menino, se ela já tem um?!". Sim, minha afilhada número dois, Marina, também vai ganhar companhia em casa. Com o anúncio da gravidez de Carlinha serão cinco novos bebês até o final do ano. Boa safra essa, hein. O Rafa da Elaine está quase chegando. Eita, eita... que minha vontade de me multiplicar só aumenta. Bem, eu vou ali acertar uns detalhes de velas, flores e arranjos de cabelo e trechos novos do discurso para o casório. Já eu apareço. Com ainda mais novidades. Apesar da tempestade pessoal, o mundo ao meu redor é uma explosão de pequenices e grandiosidades do bem. Como diria aquela canção do Madredeus "Não faz sentido não esperar o melhor!" Até logo!
Acaba de sair a lista de indicados ao OSCAR 2009. Eu vou analisar direitinho e depois deixo os comentários (até porque não vi quase NADA) desta leva. O destaque fica para a indicação póstuma de Heath Ledger, por Bataman - O Cavaleiro das Trevas. Quem acha que vai dar ele, levante a mão!
Confiram:
Melhor Filme "Quem Quer Ser Um Milionário?" "O Curioso Caso de Benjamin Button" "Frost/Nixon" "Milk - A Voz da Igualdade" "O Leitor"
- Melhor direção "O Leitor", Stephen Daldry "O Curioso Caso de Benjamin Button", David Fincher "Quem Quer Ser Um Milionário?", Danny Boyle "Milk - A Voz da Igualdade", Gus Van Sant "Frost/Nixon", Ron Howard
- Melhor ator Mickey Rourke, "O Lutador" Sean Penn, "Milk - A Voz da Igualdade" Frank Langella, "Frost/Nixon" Brad Pitt, "O Curioso Caso de Benjamin Button" Richard Jenkins, "The Visitor"
- Melhor atriz Kate Winslet, "O Leitor" Meryl Streep, "Dúvida" Anne Hathaway, "O Casamento de Rachel" Angelina Jolie, "A Troca" Melissa Leo, "Rio Congelado"
- Melhor ator coadjuvante Heath Ledger, "Batman - O Cavaleiro das Trevas" Philip Seymour Hoffman, "Dúvida" Michael Shannon, "Foi Apenas Um Sonho" Josh Brolin, "Milk - A Voz da Igualdade" Robert Downey Jr., "Trovão Tropical"
- Melhor atriz coadjuvante Penélope Cruz, "Vicky Cristina Barcelona" Viola Davis, "Dúvida" Amy Adams, "Dúvida" Taraji P. Henson, "O Curioso Caso de Benjamin Button" Marisa Tomei, "O Lutador"
- Melhor Filme de Animação "Kung Fu Panda" "Wall-E" "Bolt - Supercão"
- Melhor roteiro original "Milk - A Voz da Igualdade" "Wall-E" "Na Mira do Chefe" "Simplesmente Feliz" "Rio Congelado"
- Melhor roteiro adaptado "Dúvida" "Quem Quer Ser Um Milionário?" "O Curioso Caso de Benjamin Button" "Frost/Nixon" "O Leitor"
- Melhor filme estrangeiro "Valsa com Bashir" (Israel) "The Baader-Meinhof Complex" (Alemanha) "Entre Les Murs" (França) "Departures" (Japão) "Revanche" (Áustria)
- Melhor direção de arte "O Curioso Caso de Benjamin Button", Donald Graham Burt, Victor J. Zolfo "A Troca", James J. Murakami, Gary Fettis "Foi Apenas Um Sonho", Kristi Zea, Debra Schutt "Batman - O Cavaleiro das Trevas", Nathan Crowley "A Duquesa", Michael Carlin, Rebecca Alleway
- Melhor fotografia "A Troca", Tom Stern "O Curioso Caso de Benjamin Button", Claudio Miranda "Batman - O Cavaleiro das Trevas", Wally Pfister "O Leitor", Chris Menges e Roger Deakins "Quem Quer Ser um Milionário?", Anthony Dod Mantle
- Melhor figurino "Austrália", Catherine Martin "O Curioso Caso de Benjamin Button", Jacqueline West "A Duquesa", Michael O'Connor "Milk - A Voz da Igualdade", Danny Glicker "Foi Apenas Um Sonho", Albert Wolsky
- Melhor documentário em longa-metragem "The Betrayal (Nerakhoon)", Ellen Kuras, Thavisouk Phrasavath "Encounters at the End of the World", Werner Herzog, Henry Kaiser "The Garden", Scott Hamilton Kennedy "Man on Wire", James Marsh, Simon Chinn "Trouble the Water", Tia Lessin, Carl Deal
- Melhor documentário em curta-metragem "The Conscience of Nhem En", Steven Okazaki "The Final Inch", Irene Taylor Brodsky, Tom Grant "Smile Pinki", Megan Mylan "The Witness - From the Balcony of Room 306", Adam Pertofsky, Margaret Hyde
- Melhor montagem "O Curioso Caso de Benjamin Button", Kirk Baxter e Angus Wall "Batman - O Cavaleiro das Trevas", Lee Smith "Frost/Nixon", Daniel P. Hanley e Mike Hill "Milk - A Voz da Igualdade", Elliot Graham e Gus Van Sant "Quem Quer Ser Um Milionário?", Chris Dickens
- Melhor maquiagem "O Curioso Caso de Benjamin Button" "Batman - O Cavaleiro das Trevas" "Hellboy 2"
- Melhor trilha sonora original "O Curioso Caso de Benjamin Button", Alexandre Desplat "Defiance", James Newton Howard "Milk - A Voz da Igualdade", Danny Elfman "Quem Quer Ser um Milionário?", A.R. Rahman "Wall-E", Thomas Newman
- Melhor canção "Wall-E", com "Down to Earth" "Quem Quer Ser Um Milionário?", com "Jai Ho" "Quem Quer Ser Um Milionário?", com "O Saya"
- Melhor curta-metragem de animação "La Maison de Petits Cubes", Kunio Kato "Lavatory - Lovestory", Konstantin Bronzit "Oktapodi", Emud Mokhberi, Thierry Marchand "Presto", Doug Sweetland "This Way Up", Alan Smith, Adam Foulkes
- Melhor curta-metragem "Auf der Strecke (On the Line)", Reto Caffi "Manon on the Asphalt", Elizabeth Marre, Olivier Pont "New Boy", Steph Green, Tamara Anghie "The Pig", Tivi Magnusson, Dorte Høgh "Spielzeugland (Toyland)", Jochen Alexander Freydank
- Melhor edição de som "Batman - O Cavaleiro das Trevas", Richard King "Homem de Ferro", Frank Eulner, Christopher Boyes "Wall-E", Ben Burtt, Matthew Wood "Quem Quer Ser um Milionário?", Tom Sayers "Procurado", Wylie Stateman
- Melhor mixagem de som "O Curioso Caso de Benjamin Button" "Batman - O Cavaleiro das Trevas" "Quem Quer Ser um Milionário?" "Wall-E" "Procurado"
- Melhores efeitos visuais "O Curioso Caso de Benjamim Button" "Batman - O Cavaleiro das Trevas" "Homem de Ferro"
A ideia (agora sem acento, de acordo com as novas regras do (des)acordo ortográfico) inicial do post era colocar em dia minhas impressões sobre as idas ao cinema, nos últimos meses. Quando contabilizei mais de 20 títulos, o ânimo me deixou. Mas lembrei que atualizar os comentários sobre os últimos livros lidos seria menos complicado. Então, vamos aos comentários: Carta a D. - História de um amor - André Gorz Seguindo a indicação do caríssimo amigo Stan fui à caça desse livro que é uma publicação diferente das outras coisas que André Gorz escreveu antes. Filósofo, Gorz ficou conhecido por suas inúmeras obras acadêmicas, reconhecidas por estudiosos de todo o mundo como referência na área. Em "Carta a D.", o texto tinha leitora específica: Dorine, a companheira de André por 54 anos. O casal havia descoberto que ela sofria de uma doença degenerativa e que só teria mais alguns meses de vida. Ele decidiu escrever uma carta, demonstrando a importância dela em sua vida. Nesse que seria seu último trabalho, Gorz explica, usa exemplos, demonstra como o apoio e a parceria da mulher foram responsáveis por todos os momentos felizes que ele teve. O que, a princípio, parece uma tese (claro, com um moço acadêmico escrevendo, era de se esperar) torna-se a mais doce e terna declaração de amor. O escritor decidiu colocar no papel tudo o que sentia e o que nunca teve coragem, ânimo ou oportunidade de dizer: "Obrigada por me amar e me mostrar o que é o amor". Pouco antes de ler a obra, soube que assim que André terminou de escrever e após Dorine tê-la lido, ambos se suicidaram. Juntos. Não sou partidária da decisão, mas que isso torna a história toda muito mais forte,ah torna sim. Recomendo para românticos incorrigíveis (que não tenham tendências depressivas).
Dom Casmurro - Machado de Assis Confesso que fui influenciada pelo anúncio da estréia da série Capitu. mea culpa. Mas que bom que eu corrigi esse erro gravíssimo. O texto é sublime. Quem ainda se pergunta por que os textos de Machado ainda são atuais e funcionam, certamente não o leu ainda. Deleite completo. A construção dos personagens (densos e humanos), o texto beirando o musical (ah, o vocabulário de Machado!) e o humor, a crítica social... Tudo ali. Há séculos. E teima-se em ignorar tudo isso. A dúvida atroz que Bentinho carrega (ou talvez "que carrega Bentinho") é uma genialidade. E quando a gente percebe que a história não é sobre traição... ah, que delícia as peripécias literárias de Machado. Já recolhi parte da coleção de obras completas da casa de Pappy e levei para o meu cantinho. Darei andamento às descobertas de mais textos do mestre. Recomendo a todo tempo.
A Caverna - José Saramago Ok, neste "A Caverna" fiquei confusa, no começo, confesso. Primeiro que os personagens aqui tinham nomes. Todos. E depois de ter lido outros quatro livros do português, nos quais ninguém tinha nome, tive um enorme estranhamento. Depois que, ao contrário das outras obras que partiam de algum acontecimento extraordinário (greve da morte, cegueira generalizada, fuga para uma ilha desconhecida e um guerra sem motivos aparentes), uma história sobre uma família simples, com vidas simples, tratando de cotidiano, me pareceu muito diferente. Mas lá pelas tantas captei a genialidade de Saramago, que arranca poesia mesmo na narrativa de tarefas mecânicas e banais. Na história de uma família (pai, filha e genro), que vive às voltas com a incerteza do amanhã, por conta das resoluções despropositais do Centro, uma espécie de ente que controla a vida de todos e não dá aos moradores do local o direito de fazer escolhas. A chegada de Achado, um cão vira-latas muito simpático e fiel, e um encontro com uma antiga vizinha, agora viúva, começam a dar outras direções à rotina dessa família. Saramago em boa forma! Como sempre.
Os Contos de Beedle, o Bardo - J.K. Rowling Eu ainda sofro quando lembro que a série Harry Potter terminou (nos livros, pelo menos). A oportunidade de voltar ao universo do povo bruxo me deu uma certo alento. Ganhei o livro de presente no amigo oculto da empresa (sim, as pessoas do trabalho novo já conhecem minha manias e vícios), e li de um fôlego só. Muito pouco para aplacar minhas saudades. E sem Harry, Hermione, Ronny e cia, ainda fica aquém do esperado. Chuiff...
O Menino do Pijama Listrado - John Boyne
Da série "é bom dar uma chance a best seller" o mais recente membro do clube. Vi o trailer do filme que foi feito com base no livro que está vendendo horrores no mundo inteiro. Gostei o do traier e a curiosidade aguçou para ler o texto. Para a minha grata surpresa, o livro é bom. Bem bacana mesmo. Pena não poder comentar muita coisa sobre a história, pois isso estragaria muito das vantagens da obra, já que as pequenas descobertas do narrador são o tempero da narrativa. O irlandês que escreve "O Menino..." é daqueles excelentes contadores de história. Seu Bruno, o protagonista do livro é daqueles personagens que vão continuar com o leitor por muito tempo ainda, após o término da leitura. A descrição das coisas que aconteceram em Berlim e cercanias, ali na primeira metade da década de 1940, sob a ótica de uma criança de 8 anos é soberba. Eu recomendo. Muito.
Marley & Eu - John Grogan
Eu desafio qualquer pessoa a ler este livro e seguir até a última página sem se emocionar. Humanamente impossível. Ok, que eu não sou parâmetro, já que choro com cerimônia de abertura de Olimpíadas e comercial de ração de cachorro, mas daí a aguentar a carga emotiva dessa história real, são outros 500. Você fica íntima da família Grogan e realmente se apega ao estabanado e desordeiro Marley. Acima de tudo o livro é sobre amor incondicional. Sobre apostar de em "casos perdidos". Dessas coisas que só pessoas que realmente insistem nessas idéias entendem e se identificam. Eu vou dar um tempo para ver o filme. Lendo o livro eu quase tive um síncope. Tenho certeza que terei um passamento ao visualizar os olhinho de Marley e testemunhar todas as suas impropriedades. Leitura recomendada para quem gosta de cães. P.S.: Não esqueça a caixa de lenços de papel.
Só porque ando viciada bem viciada na série "Hoje é Dia da Maria" (depois de devorar a primeira em uma única tarde e já estar na metade da segunda, me coçando para ver onde vai chegar), deixo aqui um pouco da sabedoria e da poesia do texto de Luis Alberto de Abreu, Luiz Fernando Carvalho e Carlos Alberto Soffredini. Deleitem-se.
"Não importa o mal começo, se o final eu posso mudar"
" O homem é um grão na imensidão da Terra E não erra quem diz que a Terra inteira é um grão de poeira no Universo E que meu verso é nada, comparado a tais grandezas Mas digo com certeza, comparado à vida, tem alto valor Pois há de ficar, quando minha vida se for Então me respondam, por favor Qual o valor mais alto? O Universo? A Terra? A vida? Ou o verso? É verdade que o homem é um grão na imensidão da Terra Mas eu sou um grão quando em si a vida, o amor e o verso Então, se dá o verso. O grão de pó ganha grandeza E nós ganhamos a certeza de que a poesia indica As eras do Universo passam E o homem que ama fica"