Sim, eu continuo respirando. Morrendo de saudades desse cantinho, fato, mas deveras enrolada para colocar o papo em dia. Então vamos apenas colocar os dias no bate-papo. Nos últimos tempos, tenho twitado um pouquinho (ainda engatinhando, mas já familiarizada com a nova ferramenta tecnológica), trabalhado um montão (isso, parece, não muda nunca), exercitado a capacidade e equilibrar os eventos sociais.
O que continua igualzinho é a ansiedade por coisinhas interessantes no cinema. E hoje vi esse trailer e fiquei descontrolada. The Imaginarium of Doctor Parnassius. Direção de Terry Gillian (tenhamos medo e boas expectativas, tudo ao mesmo tempo). No elenco: Johny Depp, Jude Law, Colin Farrell, Christopher Plummer e o saudoso Heath Ledger. Ai, ai... Ainda falta um bocado para conferir essa alegoria maluca, multicolorida e, aparentemente, deliciosa.
A pouco mais de 24 horas de conferir o episódio VI das aventuras do menino Harry Potter, a pessoa não se aguenta mais de ansiedade... Graças à magia antiga e à competência dos amigos, ingressos para a pré-estreia já estão garantidos!
Por mim, as pessoas podem continuar transportando para o cinema todos os personagens de HQ do mundo, que eu não reclamo. A mais recente notícia do universo dos quadrinhos que chegam à telona é especialmente legal. Primeiro que é sobre o Lanterna-Verde, um dos meus heróis mais queridos de infância. Segundo que escolheram um ator que, na minha opinião, casa bem direitinho com o personagem (além de ser lindo elevado à décima quinta potência!). Ryan Reinolds recebeu a missão de viver Hal Jordan (a primeira versão do herói esmeralda dos quadrinhos). O piloto da força aérea americana que acaba "ganhando de presente" os super poderes de um mocinho alienígena. Mega ansiosa para conferir.
Tim Burton é o meu diretor de cinema predileto. E o destino tinha que providenciar os encontros dele com Helena Boham Carter e com Johnny Depp, e torná-los eternos parceiros. Ao trio cabe o papel de dar vida aos personagens mais freaks (e adoráveis) do canceoneiro popular. Se a receita já tinha funcionado em "A Fantástica Fábrica de Chocolate", "A Noiva Cadáver" e "Sweeney Todd", a missão agora é puxada. Mais cedo tropecei nas imagens do novo trabalho do diretor maluquete e de sua fiel trupe. A tarefa desta vez é retratar o psicodélico universo de "Alice no País das Maravilhas", criação do cultuado escritor Lewis Carrol. As imagens são estupendas. Na pele do Chapeleiro Maluco, Depp. Como a Rainha Branca a lindinha e talentosa Anne Hathway.
Johnny Depp e Anne Hathaway
A novata Mia Wasikowska assume o papel da protagonista, Alice. Já a musa e esposa de Burton, Helena Boham, dará vida à Rainha de Copas. A estreante e a Rainha de Copas (Muuuuuito medo dessa cabeça dela)
Ah, e ainda tem Stephen Fry e Michael Sheen. O longa tem lançamento previsto para o dia 5 de março de 2010. Contagem regressiva acionada. Aposto que não vamos precisar mandar cortarem-lhes a cabeça.
Em um 19 de junho, como hoje, nascia no Rio de Janeiro, um moço que viria a se tornar um inspirado letrista e um dos maiores poetas brasileiros. Franciso Buarque de Hollanda é aquilo tudo em argumentos, versos e trovas. E ainda tem os olhos azuis e a humildade charmosa daquela pessoa que arruma rima para escafandrista e para cabrocha. O moço que expõe a alma femina e o coração dos malandros e artistas. E que, mesmo sem querer, faz nossos dias mais encantadores, mais agradáveis... e nos deixa à flor da pele. Por isso a criatura merece todas as homenagens e todas as reverências. Porque ele é assim, um Chico Buarque de (em) pessoa. Parabéns ao bom e velho Chico.
Coincidência ou não, passei a noite sonhando como Chico. Ele estava perdido, perambulando pelas ruas de Brasília. Eu o reconhecia, parava e oferecia ajuda. Ele aceitava e passava o dia passeando comigo, curioso pela cidade, conhecendo os pontos turísticos e os meus pontos preferidos. Entre um destino e outro comentávamos processos criativos das minhas canções prediletas. Não é preciso dizer que eu acordei de muito bom humor. Abaixo minha música mais querida composta pelo Chico, com imagens de beijos cinematográficos... Enjoy!
O meu novo vício atende pelo nome de Gregory House. Demorou, mas eu finalmente me rendi ao charme mal humorado do médico infectologista que tudo sabe. Eu já ouvi uns 150 depoimentos apaixonados sobre a série (que vai ao ar pela canal Universal, na TV por assinatura e pela Record, na TV aberta), mas ainda assim não estava preparada para o lance de me encantar por outro gênio mal humorado e insensível. Mas estava escrito e eu não poderia ficar muito tempo longe do sarcasmo do personagem ganialmente interpretado pelo inglês Hugh Laurie. E olhando de fora você certamente não apostaria em um médico de meia idade, que usa bengala, não tem um segundo de humanidade, maltrata seus subordinados e seus chefes, e é viciado em analgésicos. Mas aí que Gregory é irritantemente brilhante. Eu peguei o primeiro episódio da primeira temporada só para ver do que se tratava. Parei de assistir oito episódios depois, já completamente entregue ao argumento e ao rabugento médico. O cara tem dificuldade extrema em interagir com seres humanos, e justifica sua fobia com o argumento de que é inútil falar com as pessoas, afinal "todo mundo mente". Sim, claro que ele tem lampejos de bondade (todos escondidos e imperceptíveis para os colegas de série). Mas um espectador atendo consegue captar aquela fração de segundo de humanidade nos olhos do moço. Ah, e ainda tem o fofo do Robert Sean Leonard (Sociedade dos Poetas Mortos) como o Dr. Wilson, um oncologista gente boa e único amigo do protagonista. Já comprei as duas primeiras temporadas em DVD. Estou só aguardando as outras já disponíveis para venda entrarem em promoção. E Ave, House! Equipe de plantão
Já comecei a ter chiliquinhos. As pessoas juntam Sherlock Holmes, que é de um tudo na vida da pessoa que ADORA romances policiais, com Guy Ritchie, que um diretor beeeeeeem legal. Ah, e de quebra tem o Super Mega Ultra Blaster Salve, Salve Robert Downey Jr. no papel principal. Pouco? Jude Law interpreta Dr. John Watson. Ai, ai, ai que 2010 está longe demais.
De volta à série com uma história de cilada. Sim, porque se você acha que os dirigentes do Império Galáctico de StarWars podem ser maquiavélicos, vocês não conhecem o Conselho de moradores do meu prédio. Há alguns dias surgiram avisos pregados nas portarias e no elevador, avisando que a reunião ordinária do condomínio aconteceria no dia 07/05, às 20h. É óbvio que eu sublimei a informação (reunião de condomínio não está na minha top five list de programas imperdíveis). Aí que nesta última quinta-feira chego ao meu prédio por volta das 20h20, completamente moída por conta de uma trabalho extra que eu topei e que envolvia intermináveis palestras sobre ferramentas de controle e inovações na área de gestão pública (vocês pularam de exitação por conta disso? Pois é, nem eu). Tudo o que eu queria na vida era chegar em casa, tomar banho morno, vestir o pijama, tomar chá e cair na minha cama macia e convidativa. Acontece que a tal da reunião de condomínio, que já tinha começado, acontecia ali, no hall de entrada do prédio. Bem no caminho entre a portaria e o elevador. As pessoas eram obrigadas a passar pelo grupo de moradores que debatiam questões sobre taxas ordinárias e fundo de reserva. E a mocinha, assistente do síndico(que é um menino, dito advogado, mas com cara de quem tem 17 anos), funcionária do condomínio tinha aquela cara de boazinha quando olhava para as pessoas com as palavras de abdução: "Boa noite! Vamos sentar e nos juntar ao grupo? Sua participação vai ser muito importate" Então, fiquei sem graça de dizer não e me perguntei mentalmente "Quanto isso pode levar? 30 minutos?" Uma hora depois, em meio a leitura das atas das três últimas reuniões, da discussão sobre o cachorro barulhento do 2° andar e o reajuste da taxa de condomínio, comecei a sentir pânico. Claro, afinal aqueles eram os itens 1, 2 e 3 de uma agenda que tinha 8 pontos. É mole? E eu, com fome, frio, sono e morrendo de tédio. Mas a decisão de me levantar e ir embora só veio depois que dois membros do conselho, um rapaz muuuuuuuito falante e uma senhorinha muito questionadora, estavam dando dicas de como agir contra a proprietária do cachorro problemático. Foi só aí que eu descobri: "Bem, nós moramos ali no outro prédio, mas fomos convidados para formar o conselho por falta de córum na última reunião, e achamos que depois de notificar, reinterar o aviso e multar a moradora..." Espera aí! Eles nem moram no prédio e querem despejar o cachorro do alheio?!?!? Eu, que nunca ouvi o latido do cãozinho (segundo a senhora que estava sentada ao meu lado, o tal do bicho mora em apartamento do corredor do lado oposto ao meu), pedi licença, me levantei e peguei o elevador rumo à paz e quietude do meu lar doce lar. Nota mental: quando sair o aviso da próxima reunião de condomínio, me programar para estar longe de Melrose's Place no horário marcado. Definitivamente.
Por falar em "O que vem por aí", o US Today publicou a primeira foto de Homem de Ferro 2. As filmagens começaram há três semanas nos EUA. A trama começa seis semanas depois de Tony Stark (Robert Downey Jr.) ter revelado ser o alterego do Homem de Ferro. No elenco da sequência: Mickey Rourke, Scarlett Johansson e Sam Rockwell. A estreia de Homem de Ferro 2 está prevista para 7 de maio de 2010. Vixe, que ainda falta muito... ai, ai, ai. Enquanto isso nos deliciemos com a figura de Mr. Stark, que é de tudo nessa vida!
Depois de um longo e tenebroso inverno... de volta às impressões sobre filmes!
Ele não está tão afim de você
Há alguns anos, em um período em que eu estava atravessando uma crise emocional muito séria, uma amiga me aconselhou a ler um livro de auto-ajuda. O fato, a princípio me ofendeu bastante. DETESTO esse tipo de leitura e naquela ocasião de desmazelo psicológico, não recebi muito bem ler uma publicação que trazia o duro título: "Ele simplesmente não está afim de você". A curiosidade foi maior que o orgulho ferido e eu li o tal livro. Em um fôlego só. Ele salvou a minha auto-estima e me ajudou a descobrir que há vida depois que descobrimos que quando uma figura não está afim de você, isso não significa o fim do mundo. O guia escrito pelos roteirista da afamada série Sex and the City, Greg Behrendt e Liz Tercillo, é guiada pelo bom humor e traz valiosos conselhos sobre relacionamentos. De forma leve e descontraída, o livro ajuda a ler as mensagens deixadas pelos homens, o que se torna muito últil no moderno mundo dos relacionamentos rápidos e descompromissados. Eu diria que é um guia prático de sobrevivência, principalmente para moças românticas e sonhadoras, mas que insistem em ser modernas e conquistar independência. Mas vamos ao filme, sim, porque resolveram fazer uma filme baseado no texto da milagrosa publicação. Pena que nem mesmo o elenco estelar garantiu uma obra tão interessante quanto sua versão impressa. Na falta de uma linha narrativa linear com personagens fixos, o guia de bons conselhos do livro tornou-se uma cadeia de personagens criados para exemplificar as situações que mostram encontros e desencontros entre homens e mulheres. Alguns personagens foram eleitos para personificar os detentores do conhecimento sobre paquera, relacionamentos e de como ler sinais. É o caso de Alex (Justin Long), um barman descolado que sabe absolutamente tudo sobre o comportamento de homens e mulheres na paquera (ou pelo menos acha que sabe). Outros personagens são as "cobais", que provam os erros e atropelos, na tentativa de encontrar o parceiro perfeito. Aqui entram a romântica e atrapalhada Gigi ( Ginnifer Goodwin), a moderna Anna (Scarlett Johansen), a insegura Mary (Drew Barrymore), além de outras que estão em relacionamentos que não respondem às suas expectativas, como a casadíssima Janine (Jennifer Connelly) e a eternamente enrolada Beth (Jennifer Aniston). Com alguns momentos divertidos e usando conselhos preciosos, o filme funciona com uma opção leve de entretenimento, nada muito além disso. Mesmo que o roteiro use a boa análise do comportamento humano, que existe no livro, tudo caminha para histórias óbvias, com soluções esteriotipadas. Ok, tem umas coisas fofas, mas ainda assim, rasas. No caso de precisar de um apoio moral e psicológico para essas questões eu sugiro a leitura do livro. Se o objetivo é rir despretensiosamente e suspirar de leve, pode valer uma conferida na fita.
No último sábado, 14/03, duas criaturas mega especiais para mim juntaram os nomes e a vidas. Atendendo a pedidos, segue abaixo o brinde que ofereci a Claudio e Mônica do dia do casório. E que eles sejam felizes sempre!
Na procura das palavras ideais para a ocasião, recorri a mais confiável das fontes para boas falas: o cinema. Logo percebi que não foi a melhor das ideias, já que em filmes, quando o cenário é uma festa de casamento, alguma criatura inconformada insiste em atrapalhar a cerimônia ou, não raramente, acontece de noiva ou noivo fugir. Situações que não caberiam no casamento de Claudio e Mônica. Os motivos que nos trazem aqui vão além do que podemos encontrar em roteiros mirabolantes com reviravoltas impensáveis. Eu falo de uma história com bom argumento, que funciona ao reunir esses dois. A primeira vez que os vi juntos, o casal estava passeando com o Toy. Faziam as duas coisas preferidas no mundo, para ambos: interagiam com cães e se encantavam um com o outro. Essa e outras inúmeras afinidades, além de algumas poucas divergências, é o que os diferencia dos típicos casais românticos do cinema. Porque Claudio e Mônica se empenham em fazer das pequenices do dia-a-dia coisas únicas. Eles escolheram fazer acontecer, ao invés de esperar o destino. A sintonia dos Lindinhos, o respeito mútuo, a óbvia alegria em crescerem juntos... isso tudo nos faz acreditar que, sim é possível, as coisas darem certo, mesmo depois que os créditos sobem. Eu prefiro pensar nos dois como os adorados protagonistas de uma muito bem sucedida série de TV. Daquelas cheias de humor, recheada de trocadilhos (ruins ou não), embalada por uma ótima trilha sonora, além de muitos, muitos momentos emotivos. Hoje é como se estivéssemos em um episódio de final de temporada. Justamente aquele que todo o público espera ver, quando finalmente o mocinho e a mocinha ficam juntos. Aquele espisódio em todos os coadjuvantes e espectadores ficam na torcida pelo final feliz. Só que, neste caso, nosso desejo é que a série deles tenha incontáveis temporadas para frente, cada vez melhores. Eu gostaria de propor um brinde às futuras temporadas da história de Claudio e Mônica. Felicidades!
Olha eu aqui, passando, bem en passant mesmo, porque a correria é muita e o acesso a internet, pouco. Estou com 15 resenhas de filmes vistos no cinema para publicar (darei um jeito nisso, prometo), sem falar nas impressões sobre a cerimônia de entrega do Oscar (que, diga-se de passagem, eu adorei, em novo formato. AVE Hugh Jackman que é TUDO DE BOM E MAIS UM POUCO). A pouquíssimos dias do casório do ano, estou às voltas que pequenos e grandes detalhes do evento. Sim, porque não basta ser dama de honra, tem que participar. Minha agenda de colaboração só não está tão corrida quanto a da noiva, Moniquinha, que ultimamente só vai pra casa dormir, e pouco. Mas falta pouquinho. E tudo está ficando tão lindo e especial, que tenho certeza, o evento entra pra história. Ah, nesse meio tempo de sumiço assumi algumas novas responsabilidades. Voltei a fazer atividades físicas (ainda em ensaios, mas já evoluindo), comecei uma dieta diferenciada (ainda timidamente), voltei às aulas de francês, voltei a ser ruiva (sim, porque a loirice não mais atendia as minhas necessidades existenciais), voltei à minha lista de literatura, quase paralisada desde o meio do ano passado. Ah, e novamente, estou na expectativa da vinda de um sobrinho (ou sobrinha). O Pequeno Super Sobrinho ganha companhia no cargo de filho de D. Mãe. Todos mega felizes e ansiosos com os planos para receber uma nova criança no pedaço. Segundo o irmão mais velho do bebê, dever vir uma menina, afinal "O que a mãe ia querer com OUTRO menino, se ela já tem um?!". Sim, minha afilhada número dois, Marina, também vai ganhar companhia em casa. Com o anúncio da gravidez de Carlinha serão cinco novos bebês até o final do ano. Boa safra essa, hein. O Rafa da Elaine está quase chegando. Eita, eita... que minha vontade de me multiplicar só aumenta. Bem, eu vou ali acertar uns detalhes de velas, flores e arranjos de cabelo e trechos novos do discurso para o casório. Já eu apareço. Com ainda mais novidades. Apesar da tempestade pessoal, o mundo ao meu redor é uma explosão de pequenices e grandiosidades do bem. Como diria aquela canção do Madredeus "Não faz sentido não esperar o melhor!" Até logo!